Os primeiros registros de Aids apareceram em 1981 nos Estados Unidos e no Brasil adoença surgiu no ano seguinte, em São Paulo. Era uma síndrome estranha, que abria o corpo das pessoas infectadas para as chamadas doenças oportunistas (notadamente tuberculose e pneumonias).
Transmitida principalmente através do contato sexual, logo se descobriu que a Aids era causada pelo Vírus da Imodeficiência Humana (HIV), que ataca o sistema imunológico, especialmente os linfócitos TCD4, alterando o DNA dessa célula e fazendo inúmeras cópias de si mesmo. "Na década de 80 só se descobria que o paciente portava o vírus quando já estava muito doente, minimizando as chances de sobrevivência dele", explica a infectologista Valdiléa Veloso, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e diretora do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas (IPEC/Fiocruz), referência em pesquisa no HIV no país. De acordo com ela, apenas em 1985 foi criado o primeiro teste de diagnóstico do HIV.
"Esse foi um dos grandes avanços. Percebemos que o corpo infectado produzia anticorpos em um determinado espaço de tempo (janela imunológica) e identificamos a presença do vírus a partir deles. Também descobrimos que existiam pessoas infectadas pelo vírus (HIV positivo), que não apresentavam sintomas da doença que tinha um longo período de incubação", explicou.
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